BRASIL POSSUI A MAIOR CARGA TRIBUTÁRIA NA AMÉRICA LATINA
Entre os países da América Latina e Caribe, o Brasil é o que possui a maior carga tributária, observa a vice-presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), Letícia do Amaral, com base no estudo recém-divulgado da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). – “A pesquisa Revenue Statistics in Latin America confirma o que o IBPT vem ressaltando ao longo dos anos, sobre a alta carga tributária brasileira. Segundo o estudo, a carga tributária no País era de 32,6% em 2009, próximo a média dos países pertencentes à OCDE, de 33,8%”, alerta.
De acordo com o órgão internacional, a carga tributária média dos 12 países latino-americanos pesquisados saltou de 14,9% em 1990 para 19,2% em 2009.
Para Letícia, a pesquisa também demonstra que a tributação nos países da América Latina é regressiva, por ser bem maior no consumo (35%), e menos concentrada sobre rendimentos e lucros (28%). Ou seja, sobre a renda, privilegia a classe mais rica.
“Nos países europeus, a tributação é mais justa, uma vez que recai principalmente sobre a renda [33%], contribuições sociais [27%] e só então sobre o consumo [20%]“, explica. “O Brasil, infelizmente, tem uma carga tributária de país europeu, mas uma estrutura fiscal de país latino, que privilegia mais os ricos do que as classes média e baixa.”
A especialista lembra que, em comparação aos países da OCDE, o Brasil é o país que menos dá retorno à população em serviços públicos pelo que se paga, conforme cálculos do IBPT.
Fonte: Diário do Comércio e Indústria
GOVERNO E FIESP AFINAM DISCURSO SOBRE CÂMBIO
O governo e a indústria se uniram para afinar o discurso que o Brasil levará ao primeiro seminário sobre o impacto do câmbio nas relações comerciais, da Organização Mundial do Comércio (OMC), nos dias 27 e 28 de março, em Genebra, que contará com a participação de seus países membros. É primeira vez que a entidade abre espaço para a questão da guerra cambial. Para o governo brasileiro, a discussão sobre os efeitos do câmbio no comércio internacional encontra hoje mais abertura que no passado.
Fonte: Diário do Comércio e Indústria
ÍNDICE DE IMPORTAÇÕES ATINGE RECORDE E PREOCUPA GOVERNO
As exportações já são uma preocupação para o governo. O diretor do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos do Ministério de Relações Exteriores, Rubem Gama, afirmou ontem em evento na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) que “o cenário é bastante preocupante para as exportações”. Ainda na Fiesp foi divulgado, também ontem, o Coeficiente de Exportação e Importação (CEI) do último trimestre de 2011 que comprovou as apreensões, houve praticamente uma estagnação das exportações nos três últimos trimestres do ano passado, variações de 19,9%, 20,2% e 19,8 % na indústria geral, respectivamente.
Os setores que mais tiveram queda no coeficiente de exportação no trimestre passado foram Aeronaves, Produtos de Madeira, Fundição e Tubos de ferro e aço, Material eletrônico e aparelhos de comunicação. Das 33 seções que compõem o índice 17 sofreram baixa no período.
Para o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), Roberto Giannetti essa estagnação é preocupante já que houve crescimento da economia brasileira mas a indústria não contribuiu. “Os desempenhos foram medíocres”, completou o diretor.
O coeficiente de importação, por sua vez registrou crescimento em todos trimestres de 2011 sendo que no último trimestre a taxa alcançou o recorde de 24%, maior número desde o início da série histórica, em 2006. Para Giannetti, praticamente um quarto de todos os produtos consumidos no País são importados. “Houve uma comemoração do aumento do consumo mas é importante que [este consumo] gere renda e emprego para que a economia se mova de forma sustentável”, completou.
Os setores que tiveram mais expansão nas importações do período foram Tratores e máquinas agrícolas, Material eletrônico, Máquinas e equipamentos para fins comerciais, Produtos têxteis e Máquinas para extração mineral e construção. Das 33 seções analisadas, 27 registraram aumento.
A produção industrial também permaneceu estagnada. Segundo dados divulgados pela Fiesp, a variação foi de 0,3% entre 2010 e o último ano. Um dos fatores que colaboraram nos dados de estagnação, segundo Giannetti, é “a prolongação contínua de uma desvalorização cambial, o que faz a indústria perder seu papel no mercado nacional”.
A medida mais urgente proposta pela federação para o estímulo das exportações é pressionar o Senado e o Executivo para a aprovação da resolução 72, que acabaria com a guerra fiscal entre os estados brasileiros que concedem subsídios na alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). “É um suicídio um país dar subsídio para importados” disse. O diretor afirmou também que a Fiesp deve fazer um pedido na Organização Mundial do Comércio (OMC) para que os países evitem o dumping cambial, o que considerou como um fator potencial para nova crise.
Além disso, medidas antidumping, desoneração de tributos no setor de logística e diminuição dos encargos trabalhistas foram apontadas como ações importantes no estímulo das vendas ao exterior.
Ainda sobre o câmbio uma ação importante na opinião de Giannetti para a reversão desse quadro é a intervenção no mercado futuro de dólares, que caracterizou como “pura aposta, especulação e arbitragem”.
O diretor do Ministério de Relações Exteriores afirmou que o encontro realizado na Fiesp entre ele e o conselho Superior de Comércio Exterior (Cosex) teve como intuito promover as exportações “sobretudo o setor das manufaturas e das médias e pequenas empresas”, disse. Os destinos prioritário para exportações, segundo o representante do governo são: América do Sul, Ásia, África e Oriente Médio. “Sem descuidar, é claro, dos nossos mercados tradicionais da Europa e dos Estados Unidos”, completou.
O diretor afirmou ainda sobre a produção industrial que “a promoção das exportações em novos espaços e novos mercados naturalmente vai ter um impacto na produção industrial”.
Previsões
Para o início deste ano o diretor da Fiesp acredita que o coeficiente de importações continuará estagnado e que o coeficiente de exportações deverá chegar aos 25%. Sobre a balança comercial, que registrou déficit de mais de US$ 1 bilhão no acumulado de janeiro, Giannetti acredita que há uma tendência de equilíbrio entre as importações e as exportações e que a balança pode inclusive registrar déficit . “Não vejo como ter superávit de 20 bilhões ,como tem sido falado”, completou.
O representante do ministério disse que não sabe antecipar os números da balança comercial deste ano mas atenta que os resultados de janeiro sofreram influência da crise internacional e por isso os números são incertos. “O cenário é algo que pode melhorar, não se consolidou ainda”.
Fonte: Diário do Comércio e Indústria
CÂMBIO VALORIZADO E IMPORTAÇÕES TRAVARAM O CRESCIMENTO INDUSTRIAL EM 2011
A indústria de transformação fechou o ano de 2011 com faturamento positivo, mas aquém do registrado em 2010. De acordo com o gerente executivo de Políticas Econômicas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, a concorrência dos produtos estrangeiros e a valorização do câmbio foram os fatores que influenciaram o resultado do setor.
“[Há uma] grande entrada de produtos importados no mercado brasileiro. A taxa de câmbio favorável faz com que se torne mais barato o produto estrangeiro. Com isso, se retira o mercado do produto nacional”, disse ele.
Castelo Branco disse ainda que a demanda doméstica tem crescido, mas está direcionada para os produtos importados. “A estagnação da indústria reflete esse quadro de mudança internacional do Atlântico Norte [Estados Unidos e Europa] para o [Oceano] Pacífico [países asiáticos, como China e Japão], o que é prejudicial para a indústria. A Ásia é concorrente dos nossos produtos, não mercado para os produtos brasileiros como são a Europa e os Estados Unidos”, explicou.
Ele disse ainda que as medidas adotadas pelo governo para estimular a produção nacional, como Plano Brasil Maior e a redução das taxas de juros, poderão favorecer a indústria, com os resultados começando a aparecer neste início de ano.
Fonte: Agência Brasil
FIM DE ACORDO COM MÉXICO PODE IMPACTAR A INFLAÇÃO
“O possível fim do acordo automotivo entre Brasil e México deve impactar a inflação”. A opinião é do professor da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP Heron do Carmo. Para ele, o setor de transportes tem uma influência significativa, de 20,54%, no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o fim do acordo pode causar um aumento dos preços de automóveis, o que reflete na taxa de inflação. “A medida [fim do acordo] é algo que não estava sendo esperado”, completa o professor.
Na última sexta-feira o ministro Fernando Pimentel afirmou que o Brasil estaria disposto a rever o acordo que tem com o México. No atual convênio há isenção de tarifas no fluxo comercial de peças e parte de veículos.
Em evento realizado pelo Conselho Regional de Economistas (Corecon) de São Paulo, na última sexta-feira, o professor afirmou que “o impacto mais significativo [na inflação] deve vir dos combustíveis, devido ao problema da escassez do álcool e da defasagem de preço da Petrobras.
A previsão de Heron do Carmo para a inflação acumulada no final de 2010 é de 5,12%. Ele ressalta que “é fundamental que a inflação fique abaixo dos 5,%,5 pois há uma expectativa do BC [Banco Central] que a taxa seja menor que 5% e do mercado de 5,3%”.
A professora da Fundação Getulio Vargas (FGV) e consultora da Semear Consultoria, Celina Ramalho, concorda com a previsão do professor da FEA, mas chama a atenção para a questão da indexação (reajuste de preços).
Segundo a professora, “os contratos são firmados através do Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M), o que faz com que o entendimento de possibilidade de indexação futura acabe sendo revelado muito rapidamente para o mercado e cria-se uma cultura inflacionária antecipada. O varejo logo absorve a idéia de uma precificação mais elevada”.
Serviços
Segundo Carmo, a baixa taxa de desemprego fez com que o setor de serviços tivesse, em 2011, uma influência muito grande na inflação. Nas projeções para 2012, a taxa de serviços no IPCA deve chegar, em dezembro, a 6,19%.
O professor acredita que, neste ano, o setor de serviços “continue a evoluir mas não como no ano passado”. Ele vê dois fatores que influenciam a mudança. O primeiro é a resposta da oferta no número de novos estabelecimentos [de serviços] abertos ultimamente, que causa efeito sobre preço. O outro fator comentado pelo professor é a renda, que não deve aumentar na mesma proporção que no ano retrasado, afetando o setor de serviços no último período.
Ele acrescenta que “a economia brasileira cresceu muito pouco em 2011 e deve crescer talvez um ‘pouquinho’ mais esse ano, mas ainda em um ritmo compatível com o potencial que tem de crescimento”. O professor acredita em crescimento de 3,5%.
Celina explica que “[atualmente] a realidade brasileira é completamente outra, com uma inflação mais controlada que na década de 80, o que dá lugar a uma visão mais real da economia e se consegue atrelar os dados para quem está vendendo imóveis, automóveis, eletrodomésticos”.
Taxa Selic
A última ata do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) anunciou que a taxa básica de juros (Selic) deve se estabilizar em um dígito ainda em 2012. Na opinião de Carmo, a Selic tem sido fixada mais para evitar que os choques de preços se propaguem do que para conter a inflação. “A elasticidade da Selic na inflação é muito baixa”, completou.
Sobre os juros, a professora Celina não acredita que deva haver um aumento na taxa no final deste ano ou em 2013. Para ela “a tendência é que a política monetária sustente taxas mais baixas até o final do ano e está dentro das projeções da equipe econômica do BC que a diminuição da Selic favoreça a alta do PIB de 2012″, afirmou no evento.
Fonte: Diário do Comércio e Indústria
AUMENTA PROTECIONISMO BRASILEIRO NO COMÉRCIO EXTERIOR
As expectativas para a balança comercial brasileira e seu impacto na produção industrial estão a pressionar o governo por adotar medidas de caráter protecionista. Com o déficit de US$ 1,3 bilhão em janeiro, o maior para o mês da série histórica, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) confirmou que uma série de estímulos à exportação brasileira será adotada. Ao mesmo tempo, mais atitudes para conter as importações serão tomadas.
Para especialistas entrevistados pelo DCI, essas medidas para beneficiar os exportadores devem ser mais ligadas à redução de impostos. “Não vejo espaço para mexer no câmbio ou que o governo adote ações mais criativas, como a antecipação dos recebíveis de exportação. Acredito que algum benefício fiscal deve ser tomado”, especula Gabriel Charilaos Vlavianos, diretor da EAGroup Brasil, administradora de fundos de investimentos.
Ontem, em mensagem ao Congresso, a presidente da República Dilma Rousseff afirmou que o Brasil vai avançar ainda mais neste ano nas políticas de defesa comercial para coibir a concorrência desleal contra a indústria do País. Desde o final do ano passado, o governo adotou medidas que visa favorecer o crescimento econômico, tal como o aumento do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos importados.
E, agora, há uma expectativa de que após a volta da presidente Dilma e dos ministros do Mdic, Fernando Pimentel, e das Relações Internacionais, Antônio Patriota, um acordo entre Brasil e México possa ser rompido, a fazer com que carros importados passem a valer 35% a mais em imposto ao entrar no País.
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), disse, por meio de nota, que considera importante a manutenção do Acordo de Comércio Automotivo Brasil-México por sua relevância como fator de integração comercial e de fomento do comércio bilateral.
“A Anfavea entende que acordos internacionais de comércio são dinâmicos e podem ser atualizados, ampliados e ou ajustados em sua abrangência e condições. E defende ainda a celebração de novos acordos de comércio e preferências tarifárias, como instrumento indutor e promotor do comércio exterior brasileiro e como fator de estabilidade e de competitividade das relações de trocas “, avaliou no comunicado.
Segundo a associação, o comércio automotivo de veículos e peças Brasil-México, no valor de US$ 4,3 bilhões em 2011, representa 47% do fluxo comercial entre os dois países. Entre 2000 e 2011 as exportações de veículos e peças para o México totalizaram US$ 21,2 bilhões e as importações, US$ 8,7 bilhões.
Pelos dados do Mdic, as importações de automóveis mexicanos cresceram 40% em 2011, ao somar R$ 2 bilhões, e resultaram em um déficit de US$ 1,7 bilhão na balança comercial.
Para Vlavianos, ações como o aumento de impostos são formas de atrair a instalação de fabricantes estrangeiras no País, e com isso, trazer mais tecnologia. Intenção essa que já surte resultados, já que, segundo ele, a JAC Motors mostrou interesse em abrir fábricas no Brasil. “O governo, de fato está preocupado com a situação da balança comercial. Por isso, é possível que continue a fazer medidas mais paliativas”, diz o diretor da EAGroup.
Contudo, recentemente um grupo de sete governos – Austrália, União Europeia, Estados Unidos, Hong Kong, Coreia, Japão e Colômbia – atacou na Organização Mundial do Comércio (OMC) as barreiras adotadas pelo Brasil no setor automobilístico, acusando de serem “inconsistentes” com as regras internacionais.
Em resposta, o governo brasileiro insistiu que estava sendo transparente em relação às medidas. Mas sabe-se que alguns países consultaram suas empresas para saber se há interesse da abertura de uma disputa.
Protecionismo
Ao divulgar o resultado da balança comercial de janeiro, a secretária de comércio exterior do Mdic, Tatiana Prazeres, previu que o ano será complicado para o País. Segundo ela, as importações estão avançando muito além das exportações. Dados do varejo confirmam que a tendência é de que a compra de produtos estrangeiros deve continuar forte, a se acompanhada pela depreciação da moeda norte-americana, que fechou ontem a R$ 1,7220 por dólar, com recuo de 0,63%.
O diretor-presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABPT), Wilen Manteli, entende que o Brasil tem direito a se defender das disputas internacionais. “O que não pode é ter um protecionismo que beneficie a ineficiência”, diz. A opinião é endossada por Vlavianos.
De acordo com Manteli, não adianta proteger o comércio exterior brasileiro, sem resolver os gargalos internos. “A carga tributária ainda é muito alta no País, o que prejudica o setor privado como um todo, inclusive os exportadores. Além de que a logística do País ainda é deficitária. Há avanços no setor portuário, por exemplo, mas o acesso a ele [transporte] é complicado”, analisa o especialista.
Fonte: Diário do Comércio e Indústria
PAÍS IMPÕE CONDIÇÕES AO MÉXICO PARA MANTER PACTO
Segundo noticiado pelo jornal O Estado de S.Paulo, o fraco desempenho das exportações levou o governo a elevar o tom nas negociações com o México para ampliação de um acordo comercial. Nos bastidores, auxiliares da presidente Dilma Rousseff chegam a ameaçar o país com o rompimento do tratado automotivo, em vigor desde 2002, como revelou a colunista Sonia Racy, em seu blog, no portal estadão.com, na terça-feira. O principal motivo para a impaciência dos negociadores brasileiros é a relutância do governo mexicano em permitir maior acesso a seu mercado.
Fonte: O Estado de S.Paulo
IMPORTADOS DISPARAM NO VAREJO EM JANEIRO
A facilidade das grandes redes estrangeiras de trazer produtos comprados em grandes lotes por matrizes ou coligadas no exterior, aliada a vantagem cambial para os lojistas, impulsionou em janeiro a presença dos produtos importados nas prateleiras do varejo, especialmente no movimento de recomposição das prateleiras depois das fortes vendas de fim de ano. O predomínio de produtos asiáticos, como celulares, computadores, laticínios, bebidas, e roupas, entre outros, é visto por Fábio Pina, economista da Fecomercio-SP, como decisivo, dada a desvalorização do dólar ante a moeda nacional na reposição dos estoques do comércio. “As redes procuram mais os produtos de outras nacionalidades, justamente pelo câmbio, que tem sido ótimo para a importação”, comentou. Segundo o especialista, há uma gama de produtos que tende a atrair o gosto do freguês. “Podemos usar como exemplo o vinho, que hoje é bem mais em conta do que há cinco anos. Essa queda do preço de alguns produtos faz com que o consumidor tenha interesse de experimentá-los”, explica. Na opinião de Roque Pelizzaro Júnior, economista e presidente da Confederação dos Dirigentes Lojistas, o que influencia cada vez mais a entrada de produtos importados nos supermercados, lojas de vestuário e de alimentação são questões que envolvem preço e qualidade. “É uma questão de preço.”
Com isso a balança comercial de janeiro registrou déficit de US$ 1,291 bilhão, o maior valor para o mês da série histórica medida pelo Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Os mais importados foram combustíveis e lubrificantes, alta de 54,7%, bens de consumo, com alta de 15,7%, matérias-primas, com aumento de 5%, e bens de capital, com alta de 4,8%.
Fonte: Diário do Comércio e Indústria
GRUPO DE PAÍSES ATACA NA OMC BARREIRAS ADOTADAS PELO BRASIL
Austrália, União Europeia, Estados Unidos, Hong Kong, Coreia, Japão e Colômbia se uniram para criticar o protecionismo no Brasil, um mercado visto por muitos como um dos mais promissores do mundo nos próximos quatro anos. O grupo atacou na Organização Mundial do Comércio (OMC) as barreiras adotadas pelo Brasil no setor automobilístico, acusando as medidas de serem “inconsistentes” com as regras internacionais, pediu sua suspensão e alertou que estudam abrir queixas legais contra o Itamaraty. A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para montadoras que garantirem mais de 65% de peças nacionais para carros já foi alvo de duas reuniões na OMC em 2011.
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
EXPANSÃO DA CARGA AÉREA ATRAI GIGANTES
Os ganhos com o transporte aéreo de carga na América Latina, que devem triplicar nas próximas duas décadas, atraem atenção principalmente de empresas gigantes estrangeiras, como a Korean Air Lines. Esta companhia, a segunda no ranking mundial, anunciou ontem que busca local para construção de um centro de distribuição no Brasil. Este é um dos exemplos da expansão do negócio de carga aérea no País nos próximos anos, com forte aumento da concorrência.
Anderson Ribeiro Correia, coordenador da pós-graduação em Engenharia Aeronáutica do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), afirma que a demanda forçará novidades no setor: “O aeroporto de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, deve ser uma boa aposta para o futuro do transporte aéreo de cargas no País”.
Maria Fan, gerente-geral da Azul Cargo, acredita nisso. “Apostamos em um crescimento entre 12% e 15% do volume nacional de carga aérea em 2012″, afirma ela. Outra otimista é a TAM Cargo. Depois de transportar quase 119 mil toneladas no mercado doméstico e quase 114 mil toneladas no mercado internacional no ano passado, a empresa experimentou crescimento de 2,3% e 8,3%, respectivamente, sobre 2010, conta Euzébio Angelotti, diretor da empresa.
Para Carlos Figueiredo, diretor de Cargas da GolLog, a demanda vai aumentar. “Nos últimos dois anos nos expandimos acima de 50%, bastante alavancados pelo desempenho das encomendas expressas”, ressalta. O transporte aéreo de cargas está associado principalmente a duas variáveis: o tempo e o custo do bem transportado. É também uma atividade que, bem gerida, traz uma boa margem de lucro para a companhia aérea e tem sido alvo de atenção das empresas.
“Em 2010 construímos um novo terminal de carga em Congonhas e ampliamos outros terminais, na Região Nordeste. Este ano iniciaremos a operação do novo Terminal do Aeroporto de Guarulhos, o maior investimento da Gollog em 11 anos”, diz Figueiredo. Por outro lado, Eduardo Faria, diretor regional de Vendas da Lufthansa Cargo, traz a visão de fora do País: “A grande oferta de capacidade de carga aérea tem gerado preços agressivos no exterior”.
Fonte: Diário do Comércio e Indústria